Natureza humana e a busca por intimidade com Deus

Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. “Todas as coisas me são permitidas, mas nem todas são saudáveis. Tudo me é lícito realizar, mas eu não permitirei que nada me domine” (1 Coríntios 6:12)
            Já ouvimos tanto essa frase que deixamos de perceber a profundidade disso. Também já ouvimos aquele suposto cristão dizendo que “não pode” fazer alguma coisa porque a “religião não permite”. E a partir disso, vou tentar expressar meu pensamento.
            Nossa conversão à fé cristã é uma escolha livre de qualquer pressão; se alguém foi forçado pela família ou induzido a se batizar contrariando sua vontade, isso não se configura como conversão. Ser cristão não é ter medo de ir par ao inferno, mas é amar a Deus de tal forma que não há mais o desejo de pecar (mesmo que às vezes ocorram deslizes).
            Quando escolhemos deixar de lado nossas vontades para fazer o que Deus quer, é uma decisão individual e a partir disso colocamos nossos sonhos e desejos nas mãos de Deus, para que Ele transforme o que for preciso e coloque em nosso coração os sonhos Dele.
            O detalhe é que diferente do diabo, Deus não nos obriga a fazer o que é certo. Mas o pecado nos escraviza; não queremos, não gostamos daquilo, mas ele nos assedia e seduz, nossa carne se entrega, mas nosso espírito está triste, vem a culpa, a dor. Não queremos, mas fazemos, “Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço, isso o faço” (Romanos 7:15) e dói. Dói porque sabemos que o pecado traz morte e que quando ocorre nos distanciamos pouco a pouco do caminho do Céu até um ponto em que nossa consciência é cauterizada e o erro torna-se normal.
            Mas como mudar isso? Não há como mudar a natureza humana, essa luta é constante, nossa carne deseja ser alimentada, mas é o Espírito que deve conduzir nosso corpo. Se o Espítito diz não, é não! “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus” (Romanos 7:22). Para isso é preciso crucificar a carne todos os dias, buscar intimidade com Deus. E não basta um jejum, uma oração ou uma campanha apenas, é necessária uma vida inteira dedicada a Deus, cada minuto entregue a Ele, só assim nossa carne será mortificada e o Espírito se fortalecerá.
            Porém, o inimigo é astuto e conhece nossas fraquezas e é por isso que não podemos deixar folga em nossa santificação, porque em todo momento ele estará atacando, esperando uma brecha para minar nosso relacionamento com Deus.
            É como um muro ao redor de uma cidade em guerra. Imagine um muro dos mais fortes, o inimigo da cidade ataca ferozmente, se o muro cair poderão invadir e saquear a cidade. Mas os moradores são sábios, ao mesmo tempo que lançam ataques ao inimigo, defendem a cidade e trabalhadores estão sempre fortalecendo esses muros; se o inimigo conseguir tirar uma lasca, os moradores já colocam um novo tijolo.
            Agora imagine essa luta durante uma vida inteira. Isso mesmo, é a vida cristã. Mas o prazer de estar agradando a Deus, a paz e o conforto após cada dificuldade são recompensadores.
            Nossa vontade não pertence mais a nós, está entregue a Deus e Ele mesmo pometeu que comeríamos o melhor desta terra (Isaías 1:19) e no futuro teremos uma coroa celestial (Apocalipse 2:10), recompensa que excede qualquer valor terreno. Se o próprio criador do universo cuida dos pássaros, imagine o cuidado Dele com os seres humanos (Mateus 6:28+).
            Não existem motivos para ter medo de entregar completamente nossa vida ao Senhor. Ele cuida de tudo.

            Eu só peço a Deus que eu nunca perca o temos e o amor pela Sua palavra. Que eu sempre saiba que Ele está cuidando de mim. Pense na honra que é ter o Senhor do tempo, o criador que conhece as mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, como guardião. Tanta gente e ele conhece cada um, ama cada um como sendo único.

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