O que perdemos no caminho

Para quem não sabe, estou trabalhando como professora, dou aulas de História e de Inglês em duas escolas municipais; em um dos turnos sirvo como substituta dos professores de séries iniciais que estão de folga. Foi uma dessas aulas para crianças que me fez refletir e resolvi escrever este texto.
Estava sentada à minha mesa, pedi a uma menininha que distribuísse os trabalhinhos que a professora titular havia deixado para que eu passasse para as crianças; devo salientar que normalmente as crianças já exercem um fascínio sobre mim e estar rodeada por elas é adorável. Lembro que quando pedi que alguém distribuísse os trabalhinhos, vários se apresentaram prontamente, solícitos, ansiosos para ajudar. Consegui escolher apenas duas crianças, e os outros fizeram aquela expressão de chateados, que nos toca e que só criança consegue fazer, mas logo estavam rindo e brincando de novo, animados, querendo fazer tudo corretamente.
Admito que não me arrumo muito bem para trabalhar, uso uma roupa básica e confortável, mas é sempre certo: não importa como eu esteja vestida, as crianças vão notar detalhes que nem eu mesma tinha notado antes, e aos olhos delas eu estou sempre linda. Pra eles é sempre um prazer ajudar a professora, nem que seja para apagar o quadro, distribuir os trabalhos ou ajudar a carregar a bolsa (professoras e suas malas...).
Então eu me pergunto, em que etapa da vida nós deixamos de ter essa alegria infantil? Quando foi que perdemos a capacidade de perdoar rapidamente e sorrir facilmente? Por que é que já é mais difícil oferecer nossa ajuda, nosso carinho ou mesmo elogiar alguém? Com a chegada da vida adulta, vamos perdendo a espontaneidade, a sinceridade, o desejo de agradar e a gentileza.
Cada pessoa é um universo. Não há como negar, mas isso não quer dizer que temos que ser universos fechados, quando há tanto para se compartilhar. Imagine a riqueza intelectual que nos depararíamos cotidianamente se esses universos dialogassem em vez de ficarem trancados, presos dentro de cada um. Não estou sequer pregando uma mudança de cultura, mas talvez uma mudança de atitude, por que não?
Ser chamado de criança não deveria ser considerado um xingamento para os adultos, pois uma criança é o que há de mais belo e puro, também é frágil e influenciável; lamento ver tantos adultos querendo tirar das nossas crianças as suas ideias infantis e sua inocência, querendo fazê-las crescer antes do tempo.

Espero que no meu contato diário com as crianças eu possa ser influenciada por elas a estar ansiosa para aprender, ser gentil e sincera, assim como servir de exemplo para essas crianças.

Lindsey Stirling no Brasil

Tenho estado muito  ocupada (como sempre), faculdade e agora trabalho, tem tomado todo o meu tempo, mas quando posso sempre busco um tempo de lazer, porém fora das redes sociais da internet. Em janeiro eu fiquei sabendo que a Lindsey Stirling, minha violinista favorita, pessoa e artista que admiro muito, viria pela primeira vez ao Brasil e por mais que eu quisesse ir vê-la, não pensava que poderia. Mas felizmente, meus pais deixaram e aceitaram me levar (meu pai foi comigo), junto com um amigo.
Não sei bem o que dizer, já que ainda estou extasiada com a beleza da música e o carisma da Lindsey. Vou tentar editar alguns vídeos e publicar no meu canal do YouTube; infelizmente os áudios ficaram bastante ruins, já que fiquei em um lugar muito próximo do palco e gritei muito. Sobre o Teatro do Sesi, onde aconteceu o evento, não tenho nada a reclamar. Comprei ingressos para o mezanino, tive uma boa visão do palco, sem obstruções; mas minha sorte maior foi que, como a plateia baixa que ficaria bem próxima ao palco,  não estava lotada, pude descer e assistir ao show todo mais pertinho da Lindsey.
O repertório também estava muito satisfatório, com sucessos com Zelda Medley, Crystallize e Shatter Me, sinto que não faltou nenhuma música na lista. Claro que, se fosse possível, ouvíriamos todas as músicas a noite inteira.
Acompanho o trabalho da Lindsey Stirling já há um bom tempo, mas ver ela pessoalmente é, naturalmente, muito melhor e pude comprovar que ela realmente é muito carismática e divertida. É uma artista complicada de se tirar fotos quando se apresenta, sempre dançando e nos presenteado com sua admirável performance.
Precisava escrever algo aqui para compartilhar minha alegria. Algumas fotos ficaram realmente boas, quem quiser ver mais um pouquinho, vou estar publicando as fotos na minha página e o que der também estará no meu canal








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