Alice, Canção das Flores

Não há lugar para mim - Reflexão

Sabe aquele sentimento de não pertencimento ao ambiente? Quando parece que apesar das pessoas ao nosso redor, estamos sozinhos, não nos encaixamos no grupo, não há lugar para nós e nossas ideias. É um problema? Definitivamente não!
Recentemente estive em uma situação que me fez pensar muito sobre minhas amizades e minha vida mundana; em uma universidade, onde a maioria dos professores e colegas são céticos e muitas vezes intolerantes, expressar uma opinião cristã pode ser bastante intimidador, mas sempre pedi a Deus coragem para nunca me abster de refletir a luz que está em mim.Discutíamos sobre a evolução da ciência e as teorias Darwinistas, sempre separei fé e estudos, mas sempre busco deixar claro a minha fé no Deus da criação; em dado momento um colega pergunta como minha igreja aborda o tema da evolução, falei que estudamos normalmente, mas acreditamos na criação; pessoalmente, pra mim é indiferente a forma como Deus criou o mundo, ou o fez evoluir, no fim de tudo somos criação de suas mãos. Até que a professora interviu, dizendo que ler a Bíblia como um livro de histórias de reflexão que falam sobre “o tal Jesus” era até bom, mas lê-la como um livro sagrado que fala de acontecimentos futuros era tolice, falou também sobre desejar que outros evangélicos fossem “mente aberta” como eu, que assim poderíamos até cursar História. Senti uma dupla ofensa, primeiro, ao tratar de evangélicos como pessoas ignorantes e intolerantes e segundo por minimizar minha fé. Como não sou de ficar quieta, imediatamente falei que sim, eu creio na Bíblia, é a palavra de Deus e eu quero seguí-la com todas as minhas forças, falar que alguns evangélicos são “mente aberta” é como falar que “alguns policiais são bons”, “alguns padres ñão são pedófilos”, assim como outros preconceitos diários.
Narro aqui, rapidamente, o que aconteceu comigo pois foi o que me inspirou a escrever este texto.
Há momentos em que percebemos que estamos sozinhos no mundo, podemos apenas contar com a presença de Deus em nossa vida, seremos minoria em um mundo corrompido que quer negar a existência do Criador, não querem aceitar que o ser humano não passa de pó e cinza e que seu conhecimento nada mais é do que fumaça. Nesses momentos é nosso dever como cristãos levantarmos a voz e seguirmos a ordem do Senhor de professar o evangelho de Cristo onde quer que formos.
E se a dúvida surgir? E se eu não conseguir falar? Também me pergunto isso nos meus momentos de reflexão, mas Deus tem me ensinado a não me preocupar porque no momento em que eu me dispôr a falar dEle, Ele estará no controle como diz em Lucas 21:15 – “Porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem” – se o Deus em quem eu confio é o dono da sabedoria e se compromete em me usar para falar com sabedoria e com palavras certas, por que eu deveria me preocupar?
Em primeiro lugar, é preciso disposição, “eis-me aqui, Senhor”, quando nos dispusermos a fazer o que Deus quer, estamos agradando a Ele, a nossa insegurança mostra como somos frágeis e dependentes e se, mesmo inseguros, prosseguimos, é porque aceitamos que Deus está no controle e é isso que o deixa feliz. E se ninguém aceitar o que eu falar? Novamente, temos uma palavra sobre isso: “E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés.” (Mateus 10:14), ou seja, precisamos nos abster de discussões desnecessárias, apresentamos nossa crença, falamos do Pai, mas se não abrem seus corações e nos respondem com palavras duras, Deus nos dará sabedoria para usarmos o silêncio também, ele nos guia em palavras e ações, conforme Êxodo 4:15: “E tu lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca, e com a dele, ensinando-vos o que haveis de fazer.”
Outro detalhe importante é que nesses momentos de confronto, nosso espírito deve estar fortalecido e em nenhum momento podemos ceder às nossas inclinações carnais, como humanos é  natural que fiquemos revoltados com certos comentários desagradáveis, mas se queremos falar de Deus, precismos ser reflexo dEle, portanto devemos no concentrar em agradar a Ele.
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Provérbios 15:1
Este não é o nosso lugar, Deus tem planos maiores e melhores para nós, não devemos nos preocupar com os julgamentos humanos, se teremos amigos aqui na terra, afinal, não somos daqui.
Levantai-vos, e ide-vos, porque este não é lugar de descanso; por causa da imundícia que traz destruição, sim, destruição enorme. Miquéias 2:10
Descansaremos em um lugar maravilhoso onde só haverá louvor, palavras de adoração e cântico ao Deus onipotente, mas para nos encontrarmos com Ele nosso coração deve ser totalmente entregue a Ele, verdadeiros filhos dependentes e obedientes ao Pai, confessando todos os dias que dependemos dEle e que nossa vida e nosso louvor é apenas para Ele.
“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” Romanos 10:9
“Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.” Mateus 10:33
Por isso, em nenhum momento, se abstenha de falar que sim, cremos em Deus e em Seu único filho Jesus Cristo, que veio para se entregar em favor de nós. E Deus usará nossa boca para profetizarmos e lançarmos a semente do Seu amor.

E ponho as minhas palavras na tua boca, e te cubro com a sombra da minha mão; para plantar os céus, e para fundar a terra, e para dizer a Sião: Tu és o meu povo. Isaías 51:16

O que perdemos no caminho

Para quem não sabe, estou trabalhando como professora, dou aulas de História e de Inglês em duas escolas municipais; em um dos turnos sirvo como substituta dos professores de séries iniciais que estão de folga. Foi uma dessas aulas para crianças que me fez refletir e resolvi escrever este texto.
Estava sentada à minha mesa, pedi a uma menininha que distribuísse os trabalhinhos que a professora titular havia deixado para que eu passasse para as crianças; devo salientar que normalmente as crianças já exercem um fascínio sobre mim e estar rodeada por elas é adorável. Lembro que quando pedi que alguém distribuísse os trabalhinhos, vários se apresentaram prontamente, solícitos, ansiosos para ajudar. Consegui escolher apenas duas crianças, e os outros fizeram aquela expressão de chateados, que nos toca e que só criança consegue fazer, mas logo estavam rindo e brincando de novo, animados, querendo fazer tudo corretamente.
Admito que não me arrumo muito bem para trabalhar, uso uma roupa básica e confortável, mas é sempre certo: não importa como eu esteja vestida, as crianças vão notar detalhes que nem eu mesma tinha notado antes, e aos olhos delas eu estou sempre linda. Pra eles é sempre um prazer ajudar a professora, nem que seja para apagar o quadro, distribuir os trabalhos ou ajudar a carregar a bolsa (professoras e suas malas...).
Então eu me pergunto, em que etapa da vida nós deixamos de ter essa alegria infantil? Quando foi que perdemos a capacidade de perdoar rapidamente e sorrir facilmente? Por que é que já é mais difícil oferecer nossa ajuda, nosso carinho ou mesmo elogiar alguém? Com a chegada da vida adulta, vamos perdendo a espontaneidade, a sinceridade, o desejo de agradar e a gentileza.
Cada pessoa é um universo. Não há como negar, mas isso não quer dizer que temos que ser universos fechados, quando há tanto para se compartilhar. Imagine a riqueza intelectual que nos depararíamos cotidianamente se esses universos dialogassem em vez de ficarem trancados, presos dentro de cada um. Não estou sequer pregando uma mudança de cultura, mas talvez uma mudança de atitude, por que não?
Ser chamado de criança não deveria ser considerado um xingamento para os adultos, pois uma criança é o que há de mais belo e puro, também é frágil e influenciável; lamento ver tantos adultos querendo tirar das nossas crianças as suas ideias infantis e sua inocência, querendo fazê-las crescer antes do tempo.

Espero que no meu contato diário com as crianças eu possa ser influenciada por elas a estar ansiosa para aprender, ser gentil e sincera, assim como servir de exemplo para essas crianças.

Lindsey Stirling no Brasil

Tenho estado muito  ocupada (como sempre), faculdade e agora trabalho, tem tomado todo o meu tempo, mas quando posso sempre busco um tempo de lazer, porém fora das redes sociais da internet. Em janeiro eu fiquei sabendo que a Lindsey Stirling, minha violinista favorita, pessoa e artista que admiro muito, viria pela primeira vez ao Brasil e por mais que eu quisesse ir vê-la, não pensava que poderia. Mas felizmente, meus pais deixaram e aceitaram me levar (meu pai foi comigo), junto com um amigo.
Não sei bem o que dizer, já que ainda estou extasiada com a beleza da música e o carisma da Lindsey. Vou tentar editar alguns vídeos e publicar no meu canal do YouTube; infelizmente os áudios ficaram bastante ruins, já que fiquei em um lugar muito próximo do palco e gritei muito. Sobre o Teatro do Sesi, onde aconteceu o evento, não tenho nada a reclamar. Comprei ingressos para o mezanino, tive uma boa visão do palco, sem obstruções; mas minha sorte maior foi que, como a plateia baixa que ficaria bem próxima ao palco,  não estava lotada, pude descer e assistir ao show todo mais pertinho da Lindsey.
O repertório também estava muito satisfatório, com sucessos com Zelda Medley, Crystallize e Shatter Me, sinto que não faltou nenhuma música na lista. Claro que, se fosse possível, ouvíriamos todas as músicas a noite inteira.
Acompanho o trabalho da Lindsey Stirling já há um bom tempo, mas ver ela pessoalmente é, naturalmente, muito melhor e pude comprovar que ela realmente é muito carismática e divertida. É uma artista complicada de se tirar fotos quando se apresenta, sempre dançando e nos presenteado com sua admirável performance.
Precisava escrever algo aqui para compartilhar minha alegria. Algumas fotos ficaram realmente boas, quem quiser ver mais um pouquinho, vou estar publicando as fotos na minha página e o que der também estará no meu canal


Para quem perdeu

A última coisa que ouvi
Foi algo que eu não queria
Meu sorriso se foi, estou sozinha no escuro
Suportando o abuso deste mundo
Quando o amor vai me deixando
Já não sei como sobreviver
Quero permanecer e lutar, sem perder o controle
Levaram minha vida e tudo que eu tinha
A última coisa que vi foi o sussurro silencioso
Seus lábios dizendo um adeus doloroso
Não quero morrer agora, não desista de mim
Você é tudo que preciso
Diga que não importa o tempo, você me encontrará
Lutarei pelos nossos planos, permanecerei firme
Não vou morrer esta noite
Ainda há um dia para nascer
E sobre a última coisa que ouvi, quando levaram tudo
Foram as lágrimas que rolaram lentamente do meu rosto
Esperando um futuro incerto que eu nem sei se virá
Estou quebrada, triste, após ouvir seu adeus forçado
Não pude impedir, não pude proteger, está acabado
Minha incapacidade faz-me culpada
E todo esse barulho...
Faça parar
Sinto sua falta, a tua presença que me iluminava
Você só vai me encontrar se eu te procurar
Preciso me esconder daqueles que querem me destruir
Mas preciso gritar seu nome, apenas mais uma vez
Ficar abaixo do medo e do terror
Se é para acabar, acabe logo
Mas eu não vou parar agora, lutarei por nós
E todo esse barulho, será a minha trilha
Porque nada mais vai me impedir de te procurar
Espero ter teu abraço, tua luz, levanto

Mais um dia, uma nova chance de te encontrar

Cassiani Martins

Cassiani com i

Sempre escrevo aqui poesias ou textos um tanto sentimentais, isso não quer dizer que seja algo pessoal, mas hoje vou fazer algo diferente: escrever sobre eu mesmo e começo trazendo já no título a minha dificuldade em fazer as pessoas entenderem que não sou Cassiana ou Cassiane, é Cassiani, com I mesmo. Recebi este nome porque minha mãe, professora daquelas que se apegam aos alunos, tinha uma aluna homônima, a qual era muito bonita, educada e inteligente, minha mãe prometeu a si mesma e à menina que quando tivesse uma filha, esta receberia o nome daquela. Aqui estou eu.
Faço 19 anos no corrente ano, me sinto tão criança e com tanta idade. Deixe-me explicar. Entende quando parece que você não cresceu? Eu sinto como se não soubesse me comportar como adulta, como “moça”. E há quem diga que devo manter a compostura em festinhas de criança, porque os rapazes vão me achar estranha, ou porque os adultos dirão que não sou confiável.  Terei logo 19 anos, logo estarei formada em História, terei que trabalhar, assumir responsabilidades de adultos, algumas das quais eu já cumpro; mas esse meu lado criança me faz tão bem, é o que me faz rir e por um momento deixar de lado aquelas pequenas complicações sentimentais e a preocupação com aqueles trabalhos imensos que preciso entregar na próxima semana.
Sempre tentei ser bem racional em tudo, o que a minha mãe chama de frieza. Não sou chorona, sou manhosa; ah, isso é um defeito bem forte em mim. Faço manha se quero algo, faço manha e choramingo se preciso de algo. É, sou bem chata. Não sou ciumenta, gosto de me sentir importante a ponto de pessoas próximas me contarem tudo o que fazem, não é possessão, é só bom sentir-se confiável e importante para guardar segredos e dar conselhos. Como disse antes, não sou chorona, mas sou sentimental, mesmo que não mostre, dentro de mim há uma fragilidade fora do comum, talvez seja uma espécie de instinto maternal que me envolve quando vejo alguém triste e para tentar fazê-la sorrir eu simplesmente escondo o que me dói, mas minha melhor recompensa é quando percebo que fui motivo do sorriso de alguém, não há nada melhor que isso. Sou dessas que o coração aperta ao ver crianças abandonadas, ou gente pedindo dinheiro, queria poder reunir todos, abraçá-los e prometer a cada um que nunca mais passariam por isso, mas não sou adulta pra isso. Esse mundo dos adultos me irrita. Sinto-me impotente e com medo, não há espaço para abraçar estranhos e convivemos com a desconfiança.

Talvez eu não devesse mesmo crescer.

Importações - CD do Skillet

Primeiro post de 2015 \o/ Antes, quero desejar a cada um de vocês um ano agradável, abençoado, com muita paz, alegria, amor e todas aquelas coisas que são desejadas nessas comemorações, mas que não fiquem só no desejo, que cada dia a felicidade seja encontrada dentro de cada um, nas coisas mais simples, porém belas, que às vezes nem notamos.
Enfim, quero trazer pra vocês uma coisa que me deixou muito feliz, já não é algo tão novo, mas como mal tive tempo de publicar algo aqui no último semestre, não pude mostrar meus cd’s. Como a maioria sabe, ou notou, sou uma grande admiradora da banda Skillet, tanto pela sua música, propriamente dita, quanto pela sua abordagem ao público cristão ou não. Apesar de ter todos seus álbuns em mp3, nada como ter o disco físico, comecei, então a escolher no site qual eu compraria. Escolhi o Rise Deluxe Edition e o Comatose (por ser o último álbum lançado e o outro por ser um dos melhores), por sorte consegui comprar pouco antes dessa alta absurda no dólar. Para a compra contei com uma moça que fez o shopping service, já que minha mãe não quis experimentar o cartão. Essa parte custou R$100,00 (2 cd’s+frete+taxa do shopping service), infelizmente esqueci que encomendas vindas dos Estados Unidos são taxadas, então para retirar meus cd’s no correio foram mais R$68,00. Ótimo, ao menos estava com meu cd’s em mãos. A parte que me entristeceu é que, por mais que estivesse bem embalado numa caixinha e tudo mais, a caixinha do Comatose estava quebrada (o lado bom é que não danificou o cd),  com certeza isso aconteceu no transporte, mas depois de ficar um pouco chateada, observei os desenhos do Rise, só tenho a dizer: PERFEITO! Toda a arte desse álbum do Skillet está linda, desenhos da Jen Ledger por todo o encarte e um layout diferenciado.
Estou aqui só pra compartilhar minha alegria com vocês. Por enquanto não poderei encomendar mais cd’s, já que agora dois cd’s custariam provavelmente uns R$250,00, mas assim que puder comprarei o Awake Deluxe e o Collide.

Por hoje é isso, até a próxima!






Layout base por Julie Duarte ♥ Modificado e customizado por Segredo Feminino