OPINIÃO - Campanhas do Ministério da Saúde

Pensei muito sobre esse tema e resolvi que devo escrever sobre; não tenho a pretensão de ser “a certa”, mas tenho o direito de expressar minha opinião e vou exercê-lo.
 Recentemente, assisti na TV um desses comerciais do Ministério da Saúde sobre o tratamento do HIV/AIDS;  ainda nessa semana entrei no twitter e na minha página inicial havia um tweet patrocinado:  outro vídeo do Ministério da Saúde falando sobre testar a si mesmo, em uma tentativa de influenciar os jovens a se conscientizarem e fazerem o teste para verificar se são portadores do vírus e poderem começar logo o tratamento.
Quero deixar bem claro aqui que considero válida a intenção de trazer ao público este assunto, é importante que as pessoas que vivem situações de risco saibam que devem verificar sua situação e, caso seja HIV positivo, comecem o tratamento. Sim, é preciso que, como qualquer outra doença, a AIDS seja tratada com seriedade, sem vergonha por ser uma doença vista como patologia dos que vivem à margem da sociedade. O que quero colocar em questão é a abordagem, a forma como apresentam a possibilidade de tratamento em seus comerciais; era que não é possível um efeito colateral vindo dessas palavras?
“Teste-se”, “aventure-se”, “arrisque-se”. A meu ver, essa propaganda deveria servir como alerta para prevenção e, somente em caso de isso não ter funcionado, para o conhecimento público da existência de tratamento, ao invés disso, parece buscar influenciar o público alvo a se colocar em situações de risco, como se para qualquer situação houvesse reparo fácil rápido. Se o DETRAN fizesse alguma propaganda dizendo “Corra à vontade, arrisque-se, participe de rachas, existe tratamento para paralisia” é claro que haveria uma comoção geral, as pessoas se ergueriam horrorizadas, mas nem percebem que o Ministério da Saúde faz uso de algo que pode ser traduzido em: “tenha relação sexual com quem quiser, qualquer um, não se preocupe, arrisque-se, há tratamento para a AIDS”.
Para mim, é mais um exemplo da decadência da sociedade dos dias de hoje, em vez de coibir o sexo desprotegido e apresentar o tratamento como último recurso, caso a proteção não fosse suficiente, o Ministério parece desejar expandir o alcance da libertinagem e do pensamento inconseqüente.  A quem está lendo isso, entenda, não estou querendo parecer moralista, nem tentando colocar o assunto como tabu, mas gostaria que fosse tratado com a seriedade que se deve. NÃO, a AIDS não é algo com que se brincar, nenhuma doença é; quem vive uma vida digamos ‘mais agitada’ deve primeiro buscar toda forma de proteção, claro que deve buscar fazer o teste e em caso positivo se tratar, não estou dizendo que isso é errado; o que é errado é abordar uma doença grave como algo comum e banal, como se fosse mais alguma das coisas que a sociedade normatizou.
Hoje é tão normal o sexo fora do casamento, é tão normal fumar, experimentar maconha, beber até cair, normal, não é? NÃO, não é normal. É triste ver vidas que se acabam tão cedo por doenças e vícios que só destroem o corpo e o próprio espírito de pessoas que já não pensam por si, mas querem seguir as massas, querem seguir a norma. Eu realmente lamento por aqueles que querem ser “normais”. Cada um de nós nasceu com a capacidade de escolher, mesmo o não escolher é uma escolha; cada um decide como dirigir sua vida, não nego isso, é um direito assegurado a todos, mas é importante lembrar das responsabilidades e consequências de cada ação, o nosso instinto de auto-preservação não deve ser ignorado. Não é errado, nem “careta” querer proteger a si mesmo e nos poupa muitas lamentações.
Por hoje é isso, obrigada por ler. Lembrando: essa é minha opinião sobre a campanha do Ministério da Saúde. E você o que pensa sobre? Deixe seu comentário ;)

Se ainda não viu, aqui está um dos vídeos. Entenda que é uma opinião, minha visão.







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