Mais uma chance

Muitos erros eu cometi,

Promessas falsas fiz a ti.

Do seu amor eu fugi!

Tentei dormir, não consegui.

Fiquei deitado a pensar,

Se você ainda vai estar lá,

Esperando-me te amar,

Ou então vai me odiar.

Eu sei que não me queres mais.

Você só quer que eu te deixe em paz,

Mais eu não posso olhar pra trás,

E agir como um incapaz.

Dê-me uma chance você vai ver,

Que tenho muito a oferecer.

Não deixe o sentimento morrer

Porque eu ainda gosto de você!

 

 

José Lourenço

Victoire–Prólogo

Prólogo

Cidade de Tessira,
700 ou 750 anos atrás.
O sol estava brilhando com todo seu esplendor. Mais um dia de verão. Uma moça andava apressadamente; provavelmente seu noivo já a esperava no Laboratório; mas ela não sabia que o que aconteceria naquele dia iria mudar os rumos da história. Victoire Clarckson atravessou o portão principal do Instituto que Jason Black e ela tinham fundado há três anos.
Enquanto passava os transeuntes a observavam com admiração, não apenas por sua beleza, mas também por sua inteligência reconhecida. Foi ela que descobriu que os elementos poderiam ser controlados pelos humanos, e que cada pessoa nascia com a capacidade natural de controlá-los conforme quisesse. Apenas uma pessoa não se agradava com a atenção que era dispensada à moça.
Bruscamente o céu encheu-se de nuvens, como se estivesse preparando-se para o desenrolar dos fatos. Logo começou a chover. Victoire correu para o Laboratório Principal, entrou, fechou a porta e visou-se para o interior da sala. Estava tudo destruído, suas pesquisas, antes tão bem organizadas, agora espalhadas pelo chão.
- Ah, não...! Não...
Preocupada, começou a chamar pela pessoa que lhe era mais cara no momento – Jason. Como não obteve resposta, começou a chorar. Mesmo nervosa, tremendo, ela percebeu um movimento atrás de si.
- Energia do fogo – sussurrou uma voz que ela conhecia tão bem.
Aquela voz grave e baixa. Sinistra, mas bonita.
Aveludada.
Victoire se virou bem a tempo de segurar a mão flamejante de Jason e desviar-se de seu ataque.
- Jai, o que está acontecendo? – perguntou, a voz doce, o olhar alerta.
- Ah, Vicky; não é tão inteligente? Deveria tentar deduzir... Vamos lá, garota! – incitou ele, afastando-se um pouco e sorrindo.
Ela sabia que estavam tendo várias brigas nos últimos dias, mas não conseguia imaginar o motivo pelo qual Jason a machucaria. Pensou mais um pouco.
- Oh, é claro – Victoire olhava fixamente para o rapaz, suas feições tornando-se duras – Lembro que mencionou alguma coisa... Sim... – seu olhar demonstrava surpresa – Jai, você quer me matar por eu ter posto o meu cérebro a funcionar antes de você? – deu uma gargalhada sonora – É um motivo bastante fútil, mas se me atacar, vou me defender, mesmo assim quero que me explique as coisas.
- Simples, eu tive a ideia das pesquisas, mas foi você que recebeu todos os créditos; além disso, nunca quis me ajudar. Você e aquele seu amiguinho Barnes; eu já estaria liderando o país se não fosse vocês!
“Acha mesmo que os chefões se importam com o povo? Eu queria estar lá; sabe de uma coisa? Você nada mais é do que a filhinha rica de um burguês estrangeiro e sem-noção”
- Estamos falando de nós – ela interrompeu – Não mencione meu pai desse jeito, e nem fale sobre George! Além do mais, nós sempre trabalhamos em conjunto, Jai!
Ela recomeçou a chorar, Jason aproximou-se dela e enxugou uma lágrima.
- Não chora, não; não gosto de te ver assim...
Nesse momento, toda a raiva reprimida aflorou dentro dela
- NÃO... ME... TOQUE!
- Por que? Não gosta mais da minha presença? – Jason perguntou com um sorriso sarcástico.
A resposta que recebeu foi uma rajada de vento que o jogou contra uma das paredes. Ele levantou-se, e sorrindo, disse para uma Victoire furiosa:
- Sabe, eu nunca te vi assim antes. A princesinha desceu da torre e quer lutar? Vamos ver o que você consegue fazer. Lembre-se que nenhum guarda-costas está aqui para te defender.
Jason abaixou-se, ficando de cócoras; Victoire imitou o movimento.
- Você continua sorrindo, foi por esse sorriso que me apaixonei, parecia sincero.
Em um salto, ele avançou, ela não estava despreparada e no mesmo momento tomou impulso e começou a flutuar.
- Energia da terra – Jason gritou.
A ação da gravidade foi imediata e fez com que Victoire caísse no chão. Ela escondeu-se atrás de uma estante. Enquanto Jason a procurava, não foi muito atento e acabou ficando de costas para ela, no mesmo momento ela correu para ele, que no último momento conseguiu desviar.
- Como você é burra, Vicky!
- NÃO ME SUBESTIME!
Ela acentuou cada palavra com um soco no rapaz, alternando o poder de cada elemento que ela dominava, fogo, vento, água.
✤✤✤✤
Precisava chamar alguém. Estava triste, pois o amava. Enquanto descia as escadas, ela se lembrou dele caído no chão e a realidade começou a pesar na sua mente.
Victoire sabia que Jason não deixaria aquela derrota por menos, mesmo que seus descendentes tivessem que lutar. Ela não gostava disso, talvez fosse melhor se tivesse tentado conversar...
✤✤✤✤
- Devo dizer, Vicky, você envelheceu, mas não deixou de ser atraente
As mãos da mulher afrouxaram e a adaga que ela segurava caiu, quicando no chão. Ela virou-se em direção à voz, seu vestido estava rasgado.
-Jason! O que faz aqui?
-Minha cara, apenas estou fazendo o que eu queria
Ele riu. Victoire sorriu, relaxando, e perguntou:
-O que você quer?
-O primeiro-ministro vivo atrapalha alguns dos meus planos; você conhece meus grande sonhos e planos...- ele hesitou – mas estou surpreso, nunca te imaginei como chefe de segurança. Por que você está aqui e não lutando com os meus companheiros?
-Primeiro lugar, não trabalho na segurança, porém você escolheu o lugar errado para atacar, o IEPE é protegido por mim! E depois; só eu posso derrotar você
-Tolinha, junte-se a mim, vai ter tudo o que quiser
Ele estendeu a mão, ela baixou a cabeça como se pensasse no assunto. O silêncio logo foi quebrado.
Um garoto entrou correndo na sala, ao ver um ferimento no rosto da mãe, ele logo gritou:
-O que você fez com ela?!
-Acalme-se David- pediu Victoire
-Vejam só, tenho a honra de conhecer o primogênito de George Barnes!
O sorriso zombeteiro no rosto do estranho fez com que o garoto, David, hesitasse um pouco tropeçando nos próprios passos. Jason correu e segurou David; abraçou-o com um dos braços e com a outra mão segurou o pescoço do menino.
-O que acha disso, Sra. Barnes? Deixe eu ir e ele ficará bem
Victoire, sempre tão forte, viu-se enfraquecida e quase chorando.
-Jason, por favor, meu filho não... Por favor – ela implorava, temendo que qualquer ação de sua parte causasse uma reação de Jason
De repente ouviu-se um grito. Um grito de triunfo misturado a um grito de dor. O que se viu em seguida foi Jason caído aos pés de uma garota; jovem ainda, seus lindos cabelos claros caíam-lhe no rosto e este estava contorcido de raiva.
-Não poha suas mãos imundas no meu irmão!
David, caído mais adiante, se recuperava do choque; levantou-se rápido e olhou surpreso para a menina, Elisa. Nunca tinha visto a irmã mais nova desse jeito. Logo deu-se conta de onde estava e olhando ao redor viu que várias pessoas estavam observando-os.
-Você é parecida com sua mãe,-disse Jason para Elisa, novamente chamando a atenção para si- É como uma segunda Victoire.
✤✤✤✤
Depois de alguns anos preso, ele foi solto e saiu do país com a família. Victoire foi reconhecida no país inteiro pela força e lealdade, ela conseguiu um alto cargo no governo e suas descendentes sempre foram respeitadas. Ao menos até a linhagem ser perdida...

Nada me para

Um novo dia começa,
mas o vento lá fora continua
A tempestade está forte
E no meio da escuridão
quem está à espreita é a morte
Medo e desconfiança me cercam
A incerteza quer me cegar
Quero um lugar seguro
onde eu possa sonhar
Estou sozinha
cercada por pessoas
Estão todos ocupados
passam por mim sem perceber
A indiferença machuca
mais que o medo e a fome
Mas dentro de mim
teu coração está a pulsar
mais uma vez eu imploro
e sinto no meu interior
o teu respirar
Apenas tu consegues
me dar forças para continuar
A morte se incomoda
com a tua presença em mim
Eu não serei levada
Tu me garantes que no teu colo sou amada
Em meio ao medo e às trevas
não há o que possa me parar
Nada.

Cassiani Martins

Confusão em mim

Eu mesma me confundi
Eu sou minha própria decepção
E nada que eu faça pode me mudar

Hey, olhe
Aqui do seu lado,
você é o remédio ainda não descoberto
Traga-me de volta ao meu normal

Hey, espere
Diga quem sou eu, afinal
Diga apenas para eu perdoar a mim mesma
Eu sou minha própria decepção
O resto da minha vida se esvai
Você é o remédio, desfaça a confusão

O desespero dentro de mim
Para encontrar meu caminho
Está tão perto, olhe para mim
Você é o remédio ainda não descoberto

Não há outro jeito
Estou marcada por dentro
Fiz uma confusão
Nada é suficiente
Segure-me e me carregue
Me leve sempre em frente

O resto da minha vida não se mostra
Pode ser diferente

Cassiani Martins

Quando escurece

O mundo se enche de sombras
O sol se esconde
Não há mais movimento
Eu preciso apenas mais um minuto
Não vá ainda
Vejo a escuridão arrastar os dias
Mas fique aqui
Está tudo tão frio
Totalmente sozinha abandonada na sombra
Apenas mais um choro em meio aos outros
Mas eu sei que
Quando todos se vão
quando a luz se esconde
e parece que não vem o amanhecer
Na verdade, há alguém que olha para mim
e nunca me deixará
Mesmo no sono Ele me protegerá
A cada passo que eu der
serei segura pelas suas mãos
E quando eu cair, me levantará
Quando tudo escurece,
a tua luz brilha em mim
O teu sangue faz meu coração pulsar
e mesmo sem te ver
sei que está voltado para mim o seu olhar
Mesmo quem deseja me ferir
não pode me machucar
Eu permaneço confiando
Ao teu lado nada pode me tocar
E apenas tua presença pode iluminar
um mundo tão escuro
Brilha em mim
O dia vai raiar
Cassiani Martins

Indeciso

Paro, penso, reflito no que devo fazer,
Será que vale a pena dizer que gosto de você?
Será que é melhor continuar na solidão?
Ou será que realmente devo entregar meu coração?

Perco-me na imensidão do seu olhar.
Você tem a capacidade de me hipnotizar.
Você é o motivo do meu sorriso.
Você é tudo que eu mais quero e preciso.

Será que você ao menos pensa em mim?
Será que tudo não passa de uma ilusão?
Será que você já sabe e não tá nem aí?
Ou será correspondida a minha paixão?

Muitas dúvidas, poucas respostas.
Não sei a escolha certa.
Estou numa encruzilhada,

Sem direções, sem rumo, sem nada!

José Lourenço

Porquês

Algumas coisas que eu sei

Palavras lançadas que não voltam mais

O que eu ouvi e não esqueci

Algumas frases gentis

e tudo o mais que eu fiz

Não volta, não adianta

nem implorar

Mas se eu pudesse

Se um dia eu pudesse voltar

talvez fosse diferente

talvez não haveria nós, simplesmente

Um dia eu entenderei

o porquê das coisas

Um dia eu vou saber

Por que o céu é azul?

Por que não podemos

saber o que vai acontecer?

Por que alguém sente prazer

em deixar um coração doer?

Algumas questões que carrego comigo

Mas que você pode responder

Está tão longe

Não há como me entender

Mas deixo que o vento

carregue minhas palavras

e com elas, meus sentimentos

Um dia eu saberei

as respostas naturais

 

Por que o céu é azul?

 

Cassiani Martins

P.S. Gente, eu sei porquê o céu é azul, ok? ;p

Volta das Férias

Eu tinha prometido no último post que iria atualizar mais seguidamente o blog, e isso foi no início do mês, mas tenho uma boa desculpa: fiquei vinte dias sem meu  notebook e minha mãe sem o computador, além de termos feito um rápido passeio. Mas como prometido, nos próximos posts vocês terão algumas poesias minhas e do Lourenço, além disso estou preparando um texto e planejando um estudo e espero que fique bem interessante. Espero que continuem me acompanhando /o/

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