OPINIÃO - Campanhas do Ministério da Saúde

Pensei muito sobre esse tema e resolvi que devo escrever sobre; não tenho a pretensão de ser “a certa”, mas tenho o direito de expressar minha opinião e vou exercê-lo.
 Recentemente, assisti na TV um desses comerciais do Ministério da Saúde sobre o tratamento do HIV/AIDS;  ainda nessa semana entrei no twitter e na minha página inicial havia um tweet patrocinado:  outro vídeo do Ministério da Saúde falando sobre testar a si mesmo, em uma tentativa de influenciar os jovens a se conscientizarem e fazerem o teste para verificar se são portadores do vírus e poderem começar logo o tratamento.
Quero deixar bem claro aqui que considero válida a intenção de trazer ao público este assunto, é importante que as pessoas que vivem situações de risco saibam que devem verificar sua situação e, caso seja HIV positivo, comecem o tratamento. Sim, é preciso que, como qualquer outra doença, a AIDS seja tratada com seriedade, sem vergonha por ser uma doença vista como patologia dos que vivem à margem da sociedade. O que quero colocar em questão é a abordagem, a forma como apresentam a possibilidade de tratamento em seus comerciais; era que não é possível um efeito colateral vindo dessas palavras?
“Teste-se”, “aventure-se”, “arrisque-se”. A meu ver, essa propaganda deveria servir como alerta para prevenção e, somente em caso de isso não ter funcionado, para o conhecimento público da existência de tratamento, ao invés disso, parece buscar influenciar o público alvo a se colocar em situações de risco, como se para qualquer situação houvesse reparo fácil rápido. Se o DETRAN fizesse alguma propaganda dizendo “Corra à vontade, arrisque-se, participe de rachas, existe tratamento para paralisia” é claro que haveria uma comoção geral, as pessoas se ergueriam horrorizadas, mas nem percebem que o Ministério da Saúde faz uso de algo que pode ser traduzido em: “tenha relação sexual com quem quiser, qualquer um, não se preocupe, arrisque-se, há tratamento para a AIDS”.
Para mim, é mais um exemplo da decadência da sociedade dos dias de hoje, em vez de coibir o sexo desprotegido e apresentar o tratamento como último recurso, caso a proteção não fosse suficiente, o Ministério parece desejar expandir o alcance da libertinagem e do pensamento inconseqüente.  A quem está lendo isso, entenda, não estou querendo parecer moralista, nem tentando colocar o assunto como tabu, mas gostaria que fosse tratado com a seriedade que se deve. NÃO, a AIDS não é algo com que se brincar, nenhuma doença é; quem vive uma vida digamos ‘mais agitada’ deve primeiro buscar toda forma de proteção, claro que deve buscar fazer o teste e em caso positivo se tratar, não estou dizendo que isso é errado; o que é errado é abordar uma doença grave como algo comum e banal, como se fosse mais alguma das coisas que a sociedade normatizou.
Hoje é tão normal o sexo fora do casamento, é tão normal fumar, experimentar maconha, beber até cair, normal, não é? NÃO, não é normal. É triste ver vidas que se acabam tão cedo por doenças e vícios que só destroem o corpo e o próprio espírito de pessoas que já não pensam por si, mas querem seguir as massas, querem seguir a norma. Eu realmente lamento por aqueles que querem ser “normais”. Cada um de nós nasceu com a capacidade de escolher, mesmo o não escolher é uma escolha; cada um decide como dirigir sua vida, não nego isso, é um direito assegurado a todos, mas é importante lembrar das responsabilidades e consequências de cada ação, o nosso instinto de auto-preservação não deve ser ignorado. Não é errado, nem “careta” querer proteger a si mesmo e nos poupa muitas lamentações.
Por hoje é isso, obrigada por ler. Lembrando: essa é minha opinião sobre a campanha do Ministério da Saúde. E você o que pensa sobre? Deixe seu comentário ;)

Se ainda não viu, aqui está um dos vídeos. Entenda que é uma opinião, minha visão.

Sobre manifestos, respeito e hipocrisia

 
Aqui estou com um tema sempre polêmico, resolvi que escreveria e estou sentada diante do computador tentando relembrar tudo que já falei sobre o assunto e como colocar de novo em palavras conexas. Provavelmente serei apedrejada por uns e cumprimentada por outros, mas isso ocorre com qualquer lado que exponha sua opinião.
Recentemente tem havido uma onda de adesão aos movimentos libertários, de luta, revolucionários ou como os próprios queiram se definir; muitos com nobres intenções, outros, nem tanto, mas todos dizem acreditar que sua luta é pelo melhor. O fato é: estamos em um país democrático e podemos nos expressar livremente (às vezes nem tanto, devido às convenções sociais, mas esse assunto fica pra outra hora), por isso através do meu blog venho exercer meu direito de falar livremente o que penso com o cuidado de não interferir no direito do outro de ser respeitado.
Tristemente, muitas pessoas distorcem a justiça dos ideais desses grupos, quando já não são reuniões com intentos obscuros. Desde o ano passado só vejo crescer a moda de reclamar do país, dizer que o sistema é opressor parece ser o jargão mais popular que sai de bocas tão jovens, as quais não saberão definir sua ideia de sistema. Também não sei muitas coisas, mas tento aprender, e sobre o que não sei tenho o bom senso de não ficar repetindo discursos decorados e com palavras bonitas das quais não conheço o real significado. Se classificar como minoria oprimida também parece ter se tornado atraente, jovens que nunca viveram a real opressão do século XX, jovens que elogiam a Revolução Francesa sem nunca terem lido um artigo sobre o motivo dos franceses terem ido à luta.
Acabo por divagar, mas não quero terminar este texto sem deixar minha impressão sobre esses movimentos. Não me entendam mal, eu realmente apoio o direito que todos têm de se expressarem, mas posso notar que hoje em dia as pessoas se tornaram um tanto vitimistas. Não vejo movimentos defendendo os pobres ou incapacitados fisicamente, mas vejo mulheres mostrando os seios para reclamarem da objetificação que a sociedade machista faz do corpo feminino, vejo jovens que dormem durante as aulas e têm preguiça de ler um livro sobre a História do Brasil, saindo às ruas empunhando cartazes dizendo que o “Gigante Acordou”, vejo um movimento hipócrita na internet falando sobre como a política é corrupta, como as pessoas não buscam seus direitos, mas quem fala isso tem preguiça de acordar pela manhã e sair para votar, e quando o faz, nem pesquisou a vida daquele que vai levar seu voto. Vejo crianças e adultos falando que gritam e buscam um país melhor, mas usam uma máscara de um herói estrangeiro e não conhecem obras de grandes e renomados cartunistas brasileiros que satirizam as dificuldades da vida do brasileiro.
Sim, todos têm o direito de se expressar. O mínimo que devem fazer é se perguntarem porquê estão fazendo isso, é ler sobre quem foram as pessoas que os líderes do movimento usam como referenciais, é se perguntar se realmente vale a pena aderir a causa, é desenvolver uma boa retórica, com argumentação bem fundada, além de ter a educação necessária para manter uma discussão, porque criar uma briga qualquer um sabe, mas ter uma boa discussão só os sábios conseguem. Sim, eu também sei que é natural do ser humano deixar seu espírito se inflamar ao defender uma causa, isso demonstra nossa convicção, mas os sábios não permitem que o ardor sufoque a boa educação e a moderação.
O bom senso é uma virtude que acaba sendo esquecida; na minha opinião existem “lógicas sem lógica”, por exemplo –machismo é crime- dizem aqueles que pregam o feminismo, ou então –quero um país melhor- dizem os jovens de 14-18 anos que nem terminaram o ensino médio ainda e todos os livros que leram reúnem umas 300 páginas, além de dormirem ou matarem as aulas de Português e História; uma falta de bom senso ou hipocrisia, ainda não consigo definir bem. Fico decepcionada quando converso com algumas pessoas que seguem essas doutrinas, raramente encontro argumentos interessantes ou sou bem recebida ao expôr minhas dúvidas.
Como falei antes, penso que têm se tornado vitimistas, alegam ser oprimidos e sofrerem, sendo que a maioria nem busca ou mantém um emprego (falo aqui dos mais jovens e desinteressados). Lamento por aqueles que tem um ideal, bom senso e acredita na sua luta, pois pessoas como as que eu citei acabam estragando o movimento.
Acreditem, eu sei bem como é, sou evangélica e mulher. Sim, realmente é muito ruim suportar piadinhas de homens que veem a mulher como objeto, também é ruim ouvir feministas falando que mulheres cristãs seguem um sistema patriarcal opressor; não sabem o que falam. Jamais eu direi que as minorias não devem buscar seus direitos, mas buscar a igualdade é diferente de buscar superioridade, defendo um país igualitário, onde brancos, negros, índios e pardos se aceitem como uma só raça; onde homossexuais, mulheres, homens se enxerguem como humanos; um país onde evangélicos, ateus, católicos, espíritas, saibam conviver com opiniões e fé drasticamente diferentes, talvez até conversando sobre essas divergências. Também entendo que esse diálogo não é muito fácil, não quando tantas mulheres são abusadas, tantos religiosos considerados burros, tantos negros/índios desprezados; mas não é possível mudar um país sem antes ter se olhado no espelho. Despimo-nos de toda hipocrisia, entendam que ter opiniões diferentes e expressá-las é diferente de preconceito, entendam que o respeito deve estar em alta, mulheres respeitem os homens, homens respeitem as mulheres. Todos respeitem-se. Não é com violência que se alcança a paz, mesmo que o mundo pregue isso; um tanque de guerra não cobrirá o mundo com rosas, mas com sangue, da mesma forma com que ficar nua nas ruas só vai te tornar mais objeto na visão masculina, da mesma forma com que chamar uma mulher de gostosa, ou outros termos rudes, só vai fazer com que ela tenha nojo de ti. Não estou dizendo para baixar a cabeça e aceitar, estou dizendo para ser mais esperto, faça valer seus direitos, mas primeiro saiba se respeitar, saiba amar você como você é, aprenda que ninguém pode te diminuir pelo que é.
Mas sempre, sempre tenha a humildade de aprender, tenha a capacidade de reconhecer seus erros e a sabedoria para corrigi-los.
PS.: Em algumas partes do texto eu usei termos gerais, como se fossem todos; espero que entendam que eu sei que não são todas as pessoas que agem dessa forma, mas, infelizmente, muitos.









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De volta à ativa

Bom dia, pessoas!
Como é perceptível, eu estive um bom tempo afastada do blog. Para quem não sabe, eu tenho uma lojinha virtual e estava reformulando tudo, até criei uma página no facebook pra ela, agora o antigo Brechó Virtual é uma lojinha de importação com preços acessíveis *-* Quem estiver interessado clique aqui para ver o blog da lojinha, no topo do meu blog pessoal (este blog), terá o link fixo para a lojinha.
Também mudei o layout do blog, quem me acompanha, notou. Escolhi um tema mais clean, básico e atualizei umas coisinhas por causa do meu aniversário de 18 anos :3
Espero que continuem me acompanhando, estarei publicando mais novidades sobre meus cosplays também e alguns textos novos. Como já estou de férias, pretendo escrever algumas poesias e textos. Até a próxima /o/

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Mulheres na Bíblia–Parte 1


Já havia um tempo que eu queria escrever sobre isso, mas sempre acabava me ocupando em outras coisas,
mas hoje, dia da mulher, não quis deixar passar em branco e resolvi desde cedo começar a escrever.
Já vi muitos criticarem a Bíblia alegando que seja machista e para isso citam textos isolados de seu contexto. Essas pessoas têm um especial gosto por 1 Coríntios 14:34-35, que diz:
as mulheres devem ficar caladas nas reuniões de adoração. Elas não tem permissão para falar. Como diz a Lei, elas não devem ter cargo nem direção. Se quiserem saber alguma coisa, que perguntem em casa ao marido. É vergonhoso que uma mulher fale nas reuniões da igreja.”
Ou ainda, 1 Timóteo 2:12-14:
As mulheres devem aprender em silêncio e com toda a humildade. Não permito que as mulheres ensinem ou tenham autoridade sobre os homens; elas devem ficar em silêncio
Primeiramente vamos olhar, em resumo, desde o princípio o que a Bíblia nos fala sobre mulheres.
E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gênesis 2:18)
A primeira menção da mulher na Bíblia. Percebemos claramente que o homem sentia falta de alguém para estar com ele, que o homem por si só não estava completamente contente. Mas aqui apenas menciono a primeira vez que falam de uma mulher na Bíblia.
Ao decorrer do tempo bíblico conhecemos várias mulheres que foram reconhecidas como mulheres valorosas que colaboraram na obra de Deus.
Dentre as que se destacaram encontramos Joquebede e Miriã, mãe e irmã de Moisés.
Joquebede é o exemplo de mãe guerreira. Em uma época quando os meninos hebreus deveriam ser mortos por ordem do faraó, Joquebede escondeu seu filho por três meses até deixá-lo em um cesto onde Moisés foi encontrado pela princesa. Nisso, Miriã, irmã protetora, esteve o tempo todo observando e cuidando do irmão, e sua capacidade de liderança e autonomia a fez instrumento de Deus, já que ela não se intimidou e foi falar com a princesa sobre alguém que poderia cuidar do menino: a sua própria mãe. Se essas duas mulheres não fossem capazes de manter seu espírito inabalável, Moisés seria apenas mais uma criança morta como tantas outras no tempo. Miriã, mais tarde, junto com seus irmãos Moisés e Arão, tornou-se líder do povo de Israel conduzindo o povo na saída do Egito e da escravidão. Ela era uma profetisa, uma mulher que falava perante o povo, ela cantava e liderava outras mulheres em louvor.
Mais adiante, em Números 27, lemos sobre as filhas de Zelofeade (Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza). Mulheres que após a morte do pai buscaram seus direitos sobre a herança; seus tios não estavam aceitando a ideia de mulheres herdeiras, mas elas foram atrás do que buscavam e conseguiram.
O que as filhas de Zelofeade estão pedindo é justo. Você deve dar a elas uma propriedade entre os parentes de seu pai. A herança do pai deve passar para elas. Diga para o povo de Israel que, quando um homem morrer sem deixar um filho, a filha deverá herdar a propriedade dele. E, se não tiver filhas, então a sua propriedade deverá ser dada aos irmãos dele.” (Números 27:7-9)
Essas mulheres acabaram sendo o ponto de criação de uma nova regra dentro do povo: as mulheres poderiam sim, receber a herança.
Mais um exemplo de mulher líder e forte, usada por Deus, é Débora.
Débora, mulher de Lapidote, era profetisa. Era também juíza dos israelitas naquele tempo. Havia uma palmeira entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim. Débora sentava-se debaixo dela, e os israelitas vinham até ali para que ela julgasse  as questões que eles traziam” (Juízes 4:4,5)
Para mim, o exemplo de Débora é o mais tocante, pois ela era exemplo não apenas para mulheres, mas também para homens. Todos os israelitas buscavam conselhos de uma mulher, pois sua capacidade era reconhecida; inteligência, liderança, força de espírito e a presença de Deus em sua vida, fizeram dela uma mulher diferente. Sob sua liderança, Israel venceu muitas guerras. Lembrando que naquele tempo ser Juíz era ter o maior cargo do povo, já que não haviam reis.
No mesmo tempo de Débora, em uma das guerras em que ela conduziu o povo, uma outra mulher, Jael, também fez diferença.
Porém Sísera fugiu para a barraca de Jael, mulher de Héber, o queneu. Ele fez isso porque Jabim,  rei de de Hazor, estava em paz com a família de Héber (…) Sísera estava muito cansado e caiu em sono profundo. Aí Jael pegou um martelo e uma estaca da barraca, entrou de mansinho e fincou a estaca na cabeça dele, na fronte. A estaca atravessou a cabeça e entrou na terra. E ele morreu” (Juízes 4:17-21)
Em anos que o povo de Israel era atormentado por estrangeiros, duas mulheres fizeram história: Débora conduziu os soldados e Jael matou o comandante do exército inimigo. Duas mulheres que fizeram valer a oportunidade que tiveram.
Rute, que deixou sua família, seguiu com sua sogra e com sua humildade e simplicidade cabou casando-se com um homem bom e que fazia tudo por ela, não apenas isso: ela garantiu sua felicidade e seus descendentes foram reis.
Ana, mãe de Samuel que não importou-se com o que diziam, mas chorou diante do altar buscando a Deus e pedindo por um filho e depois cumpriu a promessa de deixá-lo no templo aprendendo sobre as coisas do Céu.
Ainda no livro de Samuel encontramos uma mulher que assim  como Jael protegeu seu povo:
Havia na cidade uma mulher muito esperta. Ela gritou do muro:
(…)
Então ela disse:
-Antigamente costumavam dizer:  ‘Vão e peçam conselhos na cidade de Abel’; e era assim que resolviam os problemas. A nossa cidade é grande e uma das mais pacíficas e leais de Israel. Por que você está tentando destruí-la? Você quer arrasar o que pertence a Deus, o Senhor?
-Nunca- respondeu Joabe- Eu nunca destruirei, nem arrasarei a sua cidade! O nosso plano não é esse. Um homem da região montanhosa de Efraim, chamado Seba, filho de Bicri, começou uma revolta contra Davi, o nosso rei. Entreguem só esse homem, e eu irei embora.
-Nós jogaremos a cabeça dele por cima da muralha para você!- disse ela.
Aí ela foi dar o seu conselho ao povo da cidade. E eles cortaram a cabeça de Seba e a jogaram por cima do muro para Joabe (…)”
Essa mulher cujo nome não é revelado, fez uso de sua inteligência para que sua cidade não fosse invadida; em tempo de guerra, se ela não ousasse fazer algo, o que poderia acontecer se os soldados entrassem na cidade em busca do traidor? Mas ela não ficou calada, ela levantou sua voz e se fez ouvir.
Tantos exemplos de mulheres que ainda no Velho Testamento fizeram acontecer, cada uma com suas particularidades, cada uma com um ministério diferente, profetisa, mãe, esposa, líder, irmã, inteligentes, sempre guerreiras, amorosas e fiéis a Deus, em nenhum momento deixaram de fazer o que deveriam alegando serem fracas ou qualquer outra desculpa para não fazer o que lhes era proposto.
Por hoje, apresento essas mulheres do Velho Testamento, o próximo post será sobre algumas mulheres que se destacaram no Novo Testamento e sobre como Deus nos vê. Continue acompanhando, e Feliz Dia da Mulher a todas, que Deus abençõe a cada uma!

Mais uma chance

Muitos erros eu cometi,

Promessas falsas fiz a ti.

Do seu amor eu fugi!

Tentei dormir, não consegui.

Fiquei deitado a pensar,

Se você ainda vai estar lá,

Esperando-me te amar,

Ou então vai me odiar.

Eu sei que não me queres mais.

Você só quer que eu te deixe em paz,

Mais eu não posso olhar pra trás,

E agir como um incapaz.

Dê-me uma chance você vai ver,

Que tenho muito a oferecer.

Não deixe o sentimento morrer

Porque eu ainda gosto de você!

 

 

José Lourenço

Victoire–Prólogo

Prólogo

Cidade de Tessira,
700 ou 750 anos atrás.
O sol estava brilhando com todo seu esplendor. Mais um dia de verão. Uma moça andava apressadamente; provavelmente seu noivo já a esperava no Laboratório; mas ela não sabia que o que aconteceria naquele dia iria mudar os rumos da história. Victoire Clarckson atravessou o portão principal do Instituto que Jason Black e ela tinham fundado há três anos.
Enquanto passava os transeuntes a observavam com admiração, não apenas por sua beleza, mas também por sua inteligência reconhecida. Foi ela que descobriu que os elementos poderiam ser controlados pelos humanos, e que cada pessoa nascia com a capacidade natural de controlá-los conforme quisesse. Apenas uma pessoa não se agradava com a atenção que era dispensada à moça.
Bruscamente o céu encheu-se de nuvens, como se estivesse preparando-se para o desenrolar dos fatos. Logo começou a chover. Victoire correu para o Laboratório Principal, entrou, fechou a porta e visou-se para o interior da sala. Estava tudo destruído, suas pesquisas, antes tão bem organizadas, agora espalhadas pelo chão.
- Ah, não...! Não...
Preocupada, começou a chamar pela pessoa que lhe era mais cara no momento – Jason. Como não obteve resposta, começou a chorar. Mesmo nervosa, tremendo, ela percebeu um movimento atrás de si.
- Energia do fogo – sussurrou uma voz que ela conhecia tão bem.
Aquela voz grave e baixa. Sinistra, mas bonita.
Aveludada.
Victoire se virou bem a tempo de segurar a mão flamejante de Jason e desviar-se de seu ataque.
- Jai, o que está acontecendo? – perguntou, a voz doce, o olhar alerta.
- Ah, Vicky; não é tão inteligente? Deveria tentar deduzir... Vamos lá, garota! – incitou ele, afastando-se um pouco e sorrindo.
Ela sabia que estavam tendo várias brigas nos últimos dias, mas não conseguia imaginar o motivo pelo qual Jason a machucaria. Pensou mais um pouco.
- Oh, é claro – Victoire olhava fixamente para o rapaz, suas feições tornando-se duras – Lembro que mencionou alguma coisa... Sim... – seu olhar demonstrava surpresa – Jai, você quer me matar por eu ter posto o meu cérebro a funcionar antes de você? – deu uma gargalhada sonora – É um motivo bastante fútil, mas se me atacar, vou me defender, mesmo assim quero que me explique as coisas.
- Simples, eu tive a ideia das pesquisas, mas foi você que recebeu todos os créditos; além disso, nunca quis me ajudar. Você e aquele seu amiguinho Barnes; eu já estaria liderando o país se não fosse vocês!
“Acha mesmo que os chefões se importam com o povo? Eu queria estar lá; sabe de uma coisa? Você nada mais é do que a filhinha rica de um burguês estrangeiro e sem-noção”
- Estamos falando de nós – ela interrompeu – Não mencione meu pai desse jeito, e nem fale sobre George! Além do mais, nós sempre trabalhamos em conjunto, Jai!
Ela recomeçou a chorar, Jason aproximou-se dela e enxugou uma lágrima.
- Não chora, não; não gosto de te ver assim...
Nesse momento, toda a raiva reprimida aflorou dentro dela
- NÃO... ME... TOQUE!
- Por que? Não gosta mais da minha presença? – Jason perguntou com um sorriso sarcástico.
A resposta que recebeu foi uma rajada de vento que o jogou contra uma das paredes. Ele levantou-se, e sorrindo, disse para uma Victoire furiosa:
- Sabe, eu nunca te vi assim antes. A princesinha desceu da torre e quer lutar? Vamos ver o que você consegue fazer. Lembre-se que nenhum guarda-costas está aqui para te defender.
Jason abaixou-se, ficando de cócoras; Victoire imitou o movimento.
- Você continua sorrindo, foi por esse sorriso que me apaixonei, parecia sincero.
Em um salto, ele avançou, ela não estava despreparada e no mesmo momento tomou impulso e começou a flutuar.
- Energia da terra – Jason gritou.
A ação da gravidade foi imediata e fez com que Victoire caísse no chão. Ela escondeu-se atrás de uma estante. Enquanto Jason a procurava, não foi muito atento e acabou ficando de costas para ela, no mesmo momento ela correu para ele, que no último momento conseguiu desviar.
- Como você é burra, Vicky!
- NÃO ME SUBESTIME!
Ela acentuou cada palavra com um soco no rapaz, alternando o poder de cada elemento que ela dominava, fogo, vento, água.
✤✤✤✤
Precisava chamar alguém. Estava triste, pois o amava. Enquanto descia as escadas, ela se lembrou dele caído no chão e a realidade começou a pesar na sua mente.
Victoire sabia que Jason não deixaria aquela derrota por menos, mesmo que seus descendentes tivessem que lutar. Ela não gostava disso, talvez fosse melhor se tivesse tentado conversar...
✤✤✤✤
- Devo dizer, Vicky, você envelheceu, mas não deixou de ser atraente
As mãos da mulher afrouxaram e a adaga que ela segurava caiu, quicando no chão. Ela virou-se em direção à voz, seu vestido estava rasgado.
-Jason! O que faz aqui?
-Minha cara, apenas estou fazendo o que eu queria
Ele riu. Victoire sorriu, relaxando, e perguntou:
-O que você quer?
-O primeiro-ministro vivo atrapalha alguns dos meus planos; você conhece meus grande sonhos e planos...- ele hesitou – mas estou surpreso, nunca te imaginei como chefe de segurança. Por que você está aqui e não lutando com os meus companheiros?
-Primeiro lugar, não trabalho na segurança, porém você escolheu o lugar errado para atacar, o IEPE é protegido por mim! E depois; só eu posso derrotar você
-Tolinha, junte-se a mim, vai ter tudo o que quiser
Ele estendeu a mão, ela baixou a cabeça como se pensasse no assunto. O silêncio logo foi quebrado.
Um garoto entrou correndo na sala, ao ver um ferimento no rosto da mãe, ele logo gritou:
-O que você fez com ela?!
-Acalme-se David- pediu Victoire
-Vejam só, tenho a honra de conhecer o primogênito de George Barnes!
O sorriso zombeteiro no rosto do estranho fez com que o garoto, David, hesitasse um pouco tropeçando nos próprios passos. Jason correu e segurou David; abraçou-o com um dos braços e com a outra mão segurou o pescoço do menino.
-O que acha disso, Sra. Barnes? Deixe eu ir e ele ficará bem
Victoire, sempre tão forte, viu-se enfraquecida e quase chorando.
-Jason, por favor, meu filho não... Por favor – ela implorava, temendo que qualquer ação de sua parte causasse uma reação de Jason
De repente ouviu-se um grito. Um grito de triunfo misturado a um grito de dor. O que se viu em seguida foi Jason caído aos pés de uma garota; jovem ainda, seus lindos cabelos claros caíam-lhe no rosto e este estava contorcido de raiva.
-Não poha suas mãos imundas no meu irmão!
David, caído mais adiante, se recuperava do choque; levantou-se rápido e olhou surpreso para a menina, Elisa. Nunca tinha visto a irmã mais nova desse jeito. Logo deu-se conta de onde estava e olhando ao redor viu que várias pessoas estavam observando-os.
-Você é parecida com sua mãe,-disse Jason para Elisa, novamente chamando a atenção para si- É como uma segunda Victoire.
✤✤✤✤
Depois de alguns anos preso, ele foi solto e saiu do país com a família. Victoire foi reconhecida no país inteiro pela força e lealdade, ela conseguiu um alto cargo no governo e suas descendentes sempre foram respeitadas. Ao menos até a linhagem ser perdida...

Nada me para

Um novo dia começa,
mas o vento lá fora continua
A tempestade está forte
E no meio da escuridão
quem está à espreita é a morte
Medo e desconfiança me cercam
A incerteza quer me cegar
Quero um lugar seguro
onde eu possa sonhar
Estou sozinha
cercada por pessoas
Estão todos ocupados
passam por mim sem perceber
A indiferença machuca
mais que o medo e a fome
Mas dentro de mim
teu coração está a pulsar
mais uma vez eu imploro
e sinto no meu interior
o teu respirar
Apenas tu consegues
me dar forças para continuar
A morte se incomoda
com a tua presença em mim
Eu não serei levada
Tu me garantes que no teu colo sou amada
Em meio ao medo e às trevas
não há o que possa me parar
Nada.

Cassiani Martins

Confusão em mim

Eu mesma me confundi
Eu sou minha própria decepção
E nada que eu faça pode me mudar

Hey, olhe
Aqui do seu lado,
você é o remédio ainda não descoberto
Traga-me de volta ao meu normal

Hey, espere
Diga quem sou eu, afinal
Diga apenas para eu perdoar a mim mesma
Eu sou minha própria decepção
O resto da minha vida se esvai
Você é o remédio, desfaça a confusão

O desespero dentro de mim
Para encontrar meu caminho
Está tão perto, olhe para mim
Você é o remédio ainda não descoberto

Não há outro jeito
Estou marcada por dentro
Fiz uma confusão
Nada é suficiente
Segure-me e me carregue
Me leve sempre em frente

O resto da minha vida não se mostra
Pode ser diferente

Cassiani Martins

Quando escurece

O mundo se enche de sombras
O sol se esconde
Não há mais movimento
Eu preciso apenas mais um minuto
Não vá ainda
Vejo a escuridão arrastar os dias
Mas fique aqui
Está tudo tão frio
Totalmente sozinha abandonada na sombra
Apenas mais um choro em meio aos outros
Mas eu sei que
Quando todos se vão
quando a luz se esconde
e parece que não vem o amanhecer
Na verdade, há alguém que olha para mim
e nunca me deixará
Mesmo no sono Ele me protegerá
A cada passo que eu der
serei segura pelas suas mãos
E quando eu cair, me levantará
Quando tudo escurece,
a tua luz brilha em mim
O teu sangue faz meu coração pulsar
e mesmo sem te ver
sei que está voltado para mim o seu olhar
Mesmo quem deseja me ferir
não pode me machucar
Eu permaneço confiando
Ao teu lado nada pode me tocar
E apenas tua presença pode iluminar
um mundo tão escuro
Brilha em mim
O dia vai raiar
Cassiani Martins

Indeciso

Paro, penso, reflito no que devo fazer,
Será que vale a pena dizer que gosto de você?
Será que é melhor continuar na solidão?
Ou será que realmente devo entregar meu coração?

Perco-me na imensidão do seu olhar.
Você tem a capacidade de me hipnotizar.
Você é o motivo do meu sorriso.
Você é tudo que eu mais quero e preciso.

Será que você ao menos pensa em mim?
Será que tudo não passa de uma ilusão?
Será que você já sabe e não tá nem aí?
Ou será correspondida a minha paixão?

Muitas dúvidas, poucas respostas.
Não sei a escolha certa.
Estou numa encruzilhada,

Sem direções, sem rumo, sem nada!

José Lourenço

Porquês

Algumas coisas que eu sei

Palavras lançadas que não voltam mais

O que eu ouvi e não esqueci

Algumas frases gentis

e tudo o mais que eu fiz

Não volta, não adianta

nem implorar

Mas se eu pudesse

Se um dia eu pudesse voltar

talvez fosse diferente

talvez não haveria nós, simplesmente

Um dia eu entenderei

o porquê das coisas

Um dia eu vou saber

Por que o céu é azul?

Por que não podemos

saber o que vai acontecer?

Por que alguém sente prazer

em deixar um coração doer?

Algumas questões que carrego comigo

Mas que você pode responder

Está tão longe

Não há como me entender

Mas deixo que o vento

carregue minhas palavras

e com elas, meus sentimentos

Um dia eu saberei

as respostas naturais

 

Por que o céu é azul?

 

Cassiani Martins

P.S. Gente, eu sei porquê o céu é azul, ok? ;p

Volta das Férias

Eu tinha prometido no último post que iria atualizar mais seguidamente o blog, e isso foi no início do mês, mas tenho uma boa desculpa: fiquei vinte dias sem meu  notebook e minha mãe sem o computador, além de termos feito um rápido passeio. Mas como prometido, nos próximos posts vocês terão algumas poesias minhas e do Lourenço, além disso estou preparando um texto e planejando um estudo e espero que fique bem interessante. Espero que continuem me acompanhando /o/

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