Roma - Breve resumo do Império

Roma é reconhecida como  um dos grandes Impérios da antiguidade. Com uma campanha que seguiu dominando todas as terras conhecidas na época, era temida e criou um Império baseado na mão-de-obra escrava. A guerra era um dos elementos fundamentais para o crescimento de Roma, pois era o que trazia escravos, terras e dinheiro.
Porém, como nem tudo são flores, surgiu uma resistência entre os soldados contra o poder senatorial, pois estavam cansados da guerra e dos baixos soldos; além disso o soldado que estava no campo perdia suas terras em Roma e podia ser demitido sem indenização. Percebendo a revolta das legiões, os generais usaram esse sentimento ao seu favor, assim em troca de favores econômicos, os generais tinham a lealdade dos legionários.
Os soldados estavam sendo rebaixados para a classe mais pobre. Várias guerras civis surgiram e a força das legiões era usada para defender os interesses pessoais de seus generais.
Paralelamente a isso, os camponeses sofriam com a miséria pelo mesmo motivo: a concentração das riquezas nas mãos dos nobres patrícios. Os camponeses que perdiam suas terras, invadiam e superlotavam as cidades. Mesmo com o tribunato da plebe, não conseguiam muita coisa, pois seus líderes acabavam sendo manipulados pelos Senadores. Quando o povo exigiu melhores condições, a aristocracia começou a temer, pois César, que era defendido pela plebe, tornou-se uma ameaça ao poder dos patrícios.
Após a morte de César, assumiram o poder seu sobrinho, Otávio Augusto, Lépido e Marco Antônio. Lépido logo foi afastado do governo. A nobreza italiana uniu-se a Augusto como uma forma de ir contra Marco Antônio, que cometeu suicídio junto com Cleópatra.
Augusto, dessa forma, tornou-se o líder supremo do Império Romano, o ditador, imperator, que com a monarquia conseguiu aliviar as tensões mais perigosas da última república.

A pólis Grega: Democracia - O Discurso de Péricles

O discurso atribuído a Péricles é, antes de tudo, o discurso que Tucídides escreveu. Segundo M.I. Finley, todos os discursos da obra História da Guerra do Peloponeso são textos do autor, pois são escritos no mesmo estilo.
Refletindo sobre a oração fúnebre de Péricles, nos parece que ao seu início o orador estava contrário à tarefa que lhe foi delegada (mas só estava sendo modesto). Logo começa a elogiar a cidade de uma maneira  nunca vista, exaltando Atenas de uma forma que pode nos levar a crer que não existia lugar melhor nem cidade mais igualitária para se viver.
Péricles diz que "nem mesmo os espartanos se atreveram a invadir sua cidade sem que estivessem acompanhados de todos os aliados", e continua dizendo que os atenienses mesmo sem ajuda conseguiram derrotar adversários em países estrangeiros. Nessa passagem podemos notar o que talvez sejam palavras de autoafirmação para que o povo não se deixasse abater pelas muitas noites em batalha.
Na mesma obra de Tucídides há também o discurso de outro ateniense, Nícias, no qual o orador diz que os homens são a pólis e a palavra usada para "homens" é andres que define homens adultos do sexo masculino, começam aí as desigualdades. Mulheres não fazem parte da pólis, crianças também não.
Vale lembrar que o autor da obra em que estão reunidos estes discursos via o povo como estúpido, ignorante, crédulo e instável, diferente da visão de Péricles; Tucídides em seu preconceito diz que o maior mérito de Péricles foi governar as massas e não ser governado por elas.
Porém, podemos concordar em parte com Tucídides, pois o povo realmente era crédulo e facilmente manipulado pelas palavras de um orador eloquente.
Buscando mais sobre Atenas podemos enxergá-la melhor e então vemos que e democracia ateniense não era tão perfeita como apresentada no belo discurso de Péricles.
Os cidadãos eram levados a acreditar que o melhor a fazer era se sacrificar pela democracia.
Em 338, os atenienses e seus aliados tebanos foram derrotados pelos macedônios e gregos comandados por Filipe. Após ser dominada Atenas foi tratado com certa deferência, pois Filipe pretendia fazer uso de sua esquadra. Mesmo após a morte de Filipe Atenas ficou em paz, mas sabia que a Macedônia, assim como os espartanos, não era favorável à democracia.
Assim, o maior medo dos atenienses era perder o direito à democracia; tanto era que criaram uma divindade para representar o sistema, chamada Democratia; provavelmente como uma forma ou tentativa de atemorizar os invasores.
Apesar dos esforços, a democracia não resistiu. Os atenienses voltaram à época dos reis e oligarcas, revivendo o imperialismo.
O sistema de governo que foi tão elogiado acabou esquecido e desvalorizado, tanto que um grego, Élio Aristides, chegou a elogiar o Império Romano dizendo que este era "uma perfeita democracia, sob o comando de um único homem".






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