Dando continuidade à série de poesias velhas, aí está:
Questão
Amar ou não?
Eis a questão que,
constantemente, apresento
ao meu coração
Quando o amor é retribuído
Deixamos tudo de lado
e parece que estaremos
em um eterno paraíso
Me esqueci do mundo
Eu vivi apenas para o amor
o ser amado tornou-se tudo
Parecia que nunca teria dor
Então a tempestade
se abate
sobre minha frágil embarcação
Ataca. Arrasta. Quebra e destroi
tudo que havia em meu coração
Depois de tal decepção
passo a ser um vivo-morto
Cuja vida é denunciada
pela fraca respiração
Esqueço de viver
Alegria já não há
Só penso em você
É difícil continuar
Ainda espero você voltar
Algo me diz que você ainda vai me amar
E só assim serei feliz
Mas por enquanto espero
fechada em um casulo
Minha existência e
sentimentos tornam-se nulos
Coração endurecido como pedra
Se necessário for, vou para uma guerra
Serei a primeira da linha de combate
A dor foi o que recebi ao amar-te
A razão da minha existência
foi-se embora
E só me resta amar, chorar.
Ou silenciar. Como agora.
Cassiani Martins
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